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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

IN A STATION OF THE METRO (Ezra Pound)


The apparition of these faces in the crowd;
petals on a wet, black bough.


Ezra Pound, LUSTRA (1916)

NUMA ESTAÇÃO DE METRÔ

A aparição destas faces na multidão;
Pétalas no orvalho, ramos cor-de-carvão.

Tradução: Rafael dos Prazeres





segunda-feira, 1 de julho de 2013

LIVRARIA



Na pági a virada
do livro
havia um vulto.

O q eu LI
ela LIA
:
O "N" o-culto.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Amor FATAH(L)



Hay que endurecerse pero sin perder la ternura, HAMAS

sábado, 4 de junho de 2011

terça-feira, 26 de outubro de 2010

KZÉ




(A)brupto, bruto pa(c)to
Pato com unha de ca(c)to
Cato o som do ótico a(p)to
ato ó(p)tico ao tato certo

La(p)so, laço dos si(g)nos
sino com ra(p)to dos ósculos
di(g)nos ratos de óculos
lendo letras do Dino.

Ri(t)mo, rimo com esti(g)ma
estima a um ca(p)tador
q a(d)notava em cá(p)sulas, rimas
p/ caçulas a(g)nados...

e meninas


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LEGEND (Bob Marley, a LENDA)



Garoto: É verdade que Bob Marley tinha 12 espécies diferentes de piolhos quando morreu?

Professor de música: Que nada! Isso são lênd(e)as.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SÃOs: Salvador X Sebastião


Vôo 1322:



SOBRE NUVENS



Icebergs flutuantes no mAR atmosférico.
Algodão estático no ar.
Múltiplas pipocas tímidas e silenciosas e lentas.
Cirrus limpos e alvos deixam sombras nas casas,
nos rios verdes, vermelhos, nos rios negros.
Nos indicadores dos meninos cuRIOosos.

Sábias, deixam sol e sonhos passarem por sua geometria.



SOB NUVENS


Uma menina em exclamação:

- Olha papai, um avião!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

BEM-VINHO*


Beijo vinhos
Secos, suados e extintos,
Vinhas vida, tinto suave,
tino embriagado,
mosto de uva nesga,
sumo de viga madura,
rega a vulva fresca, levedura
em riste
em haste
desnudo à míngua
álcool sóbrio sobre a língua
dissolvendo pele seca, açúcar

sugo ácido saido
pérolas brancas destiladas
fluidas...
pra boca ávida, encarnada
coisa amada amotinada
taça rosa saturada
suco maduro entornado
Baco...

Pro gargalo rubro, rótulo
de um viril aroma, enólogo
a deflorar a rolha adega
num concentrado lufo de saliva
em ar suspenso
desejo de degustar
beijo vinhos volume 12 por cento
em lapso de conta-gotas da garrafa.

*Poema em parceria com Simone Kumagae.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

DE QUATRO CUP



Em_pata (foda) no chão,
garante, no (ponto) G, o Brasil
na primeira posição.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SURTO HEREGE(JE)-NAGÔ

...

Tive um sonho alto:

Era te comer no
pal co
logo depois do
cu lto

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ÁVIDA



A vida é uma piada.
O resto é história verídica.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ELA

Foto: Liu Engel - Crisálid(i)a


Ver
o vulto dela
Vê-la

Rever
a risada dela
Revê-la

Reverter
a resposta dela
Revertê-la

Verter
a saliva dela
Vertê-la

Ter
o beijo dela
Tê-lo

E tear seus cabelos numa sala de cinema
E capturar seus olhos na tela, na cena
E ceder o som da película à ela
CD-la

sábado, 8 de maio de 2010

L'Art

Green arsenic smeared on an egg-white cloth,
Crushed strawberries! Come, let us feast our eyes.

Ezra Pound, LUSTRA (1916)

A'rte

Arsênio Verde manchado sobre um pano de clara de ovo,
Morangos esmagados! Vinde, alegria dos nossos olhos.

Tradução: Rafael dos Prazeres


sexta-feira, 7 de maio de 2010

CASA BLANCA



Dezesseis Persas claras
dispostas em sentindo mate
Disparam a ciência ordinária
na marcha em prol do norte

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A PEDRA DO REINO

" A verdade é que as 'subdivisões prismáticas da Idéia' de Mallarmé, o método ideogrâmico de Pound, a apresentação 'verbivocovisual' joyciana e a mímica verbal de Cummings convergem para um novo conceito de composição, para uma nova teoria de forma - uma organoforma - onde noções tradicionais como príncipio-meio-fim, silogismo, verso tendem a desaparecer e ser superadas por uma organização poético-gestaltiana, poético-musical, poético-idegrâmica da estrutura: POESIA CONCRETA" Augusto de Campos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CRACK


Tem uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho Tinha uma pedra

...que eu fumei.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pé de Batata



Batatinha quando nasce...

Nasce
Cresce
Reproduz-se
e morre.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

P & B

Jogo do século passado entre Capablanca e o pai.


Num duelo franco

a fábula risca a tábua
em preto e

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BONANÇA



Após
uma ebriosa dose de arte
Apenas
Uma xícara de Chess-mate

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MENINA PÉ-DE-LARANJA-LIMA

Foto: Rafael dos Prazeres modelo: Luciana e laranja

Poema em parceria com Anderson Rabelo. Feito a partir da imagem real paralisada acima na cidade de Niterói em meio ao tenebroso ENEL 2009.


Deitada sob as nuvens
num transe hipnótico
ponto fixo, físico
seriedade nos traços do rosto
uma laranja a escorrer-lhe
sumo de sono sobre a testa.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

VER




Eu vejo

Tu vês

Ele

Nós Vemos

Vós verdes

Eles Vermelhos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

LIBERDADE VIGIADA


Enquanto eu Hiperativo


..................ela Imperativa

sábado, 30 de maio de 2009

DUETO - VIAGEM I: CANHÃO DE LUZ

A sessão DUETO é fruto da parceria entre o fotógrafo Rodrigo Prado e o poeta Rafael dos Prazeres. Uma estante de fotografias e poemas que passeiam entre o centro da cidade de Belém-PA e a trilha para o lugar mais alto do Brasil, Pico da Neblina-AM. Rodrigo com um piscar mecânico e Rafael com um clique teclado criaram em conjunto o que está para ser sentido pelas próximas imagens. Delete-se do seu mundo, viaje conosco!



Casco capturando MUD
quilha pulverizando WATER
som aos ouvidos do porto
luz tingindo PHOTO

Guerra: Nado à seco
Costa fluida
Sombra diluída
Cores sólidas

Braço robusto
espelho limo

Linhas P&B costurando
diálogos de barcos
Bem - vindos

- Paz hasteada entre holofotes

Migalhas de preto
um pneu e dois botes
Salva - Vidas

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DUETO - VIAGEM II: AO ESPELHO

DUETO - VIAGEM III: MODA GUARDA-CHUVA




Por entre as muralhas
Vê-se uma fila
passarela no vale, uma trilha
de tons de verde e ladrilhos.

São pedras sob pés invisíveis
mania de poucos velhos
tendência de muitos olhos
caminho de sensíveis brilhos

Desfile:

Trajeto velcro em brita
Jaleco grama
com detalhe lustre, uma fita
bolinhas de sombra
para guardar a chuva de luz.

DUETO - VIAGEM IV: MENINO BOTO



sábado, 21 de fevereiro de 2009

DUETO - VIAGEM V: OCASO


Foto: Rodrigo Lima Prado - http://www.flickr.com/photos/rodrigolprado/


O sol solta ouro n'água
O ouro espalha-se na água prateada
O espelho prata reflete a nuvem em sombra
e em redor do sol, o céu bronze,
da mata de cilios Negros,
esmaece a pálpebra.

... Ocaso

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

DUETO - VIAGEM VI: SEXTANTE


No limiar da embarcação: A Proa
Silhueta do Amazonas: A Nuvem
Bússola da navegação: O Rio
Horizonte triângulo Isosceles
Simetria sextante Anil

Rosa-do-vento: Oeste
Navegar é preciso. Viver é navegar...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

DUETO - VIAGEM VII: LOST


Subir o Pico da Neblina
com fumaça no pulmão
deixa o fosco na retina
e um "X" no coração

DUETO - VIAGEM VIII: GRAVETO



Na trilha da mata
um solo corpo silvestre
fincando arbusto em haste
colhendo em ramos a seiva
.
A selva verde Brasil
pau disforme punhal
sugando da terra a raiz
e do tronco o vegetal.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

SOL, SAL e ÁGUA




Alga, regente

Sal com cheiro de sangue


Grão, opaco

Vento com gosto de mar


Olhos de brisa

A brasa no olho do santo


Alvo, anil

Sagrado samba. Iemanjá


Cores avulsas

Praia, pedaço da labareda.


Noite, dores, favores,

O sol alumia a lua.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O mundo de azul, o colo vermelho e a tinta pálida.

Aos sete corpos mortos no estádio da Fonte Nova e à bela música: Pequenas Doses, da antiga banda do irmão Beto. 25/11/2007


Sai à emoção jorrando feito sangue de barata.

Sangue azul de quem acredita

Uma tinta anil e fria

pulsa como pulse ou valsa.

Outro lado o magma

calmo, corrente e vil

escorre pelas beiradas

em busca do azul-anil


Num espaço intercalado

o clamor de almas divinas

de anjos caídos e alvos

de corpos caídos e salvos

de gritos, de grupo, de sina


De uma só voz com paixão e fluidez.

de pálida tez, de um impulso de vez para

um estágio acima.

De uma descida de vez num estádio abaixo.

- Precipício -

Do azul para o vermelho escarlate

pulsando suas últimas paixões.

Sentindo inverso do tricolor baiano.

Cores sensações. Segunda de visões.

- Túmulo –

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

AMOR DE MULHER


A garota declara:

- Eu te amo de corpo, alma e coração.

O garoto deixa claro:

- Eu te amo de corpo, cama e ereção.

domingo, 2 de novembro de 2008

CANAVIAL OU CREPÚSCULO

"Essa instalação 'Crepúsculo' foi feita por Marina Toledo em 2007 a partir do poema homônimo. Marina é Capixaba, artista plástica e cheias de dúvidas. mora em Vitória ES, mas tem um sonho de morar na Lua. Papelão/Oléo/Guache/Jornal/Plástico..."



O sol deitando por detrás dos canaviais.

Olhos semi fechados.
Verdes espetos galgam com o vento.
No horizonte perfuram as nuvens.
Magenta, Amarelo ouro, Azul turquesa num radial.
flertam levemente com o sereno.
Apagam-se as luzes ambiente.
Outro Deus vai dar plantão.