
Forró: Dançar a(Qui) xote contigo
É Sancho Pança e beijos de umbigo.





Suor da Santa ceia
O suor nem chega a escorregar
nos sinais e nas esquinas muita luta
É a marca do rosto que evapora
caminhando sob o sol numa labuta
Um trabalho que não cessa em rodovia
Nem nas ruas, avenida ou logradouro
procurando o trânsito do dia-a-dia
se transforma num eterno matadouro
Por ouro, um besouro voa atrás do mel
nem pensa quando olha, reza para o céu.
acredita num deus que tarda a chegar
e de longe lhe oferece o vosso pão de cada dia
mesmo assim ele cria, lava, pede, vende
causa medo na estrutura
“Eu podia tá roubando, podia tá matando”,
mas não, tô aqui pedindo criatura ““.
Você não quer nem saber
que fim vai levar essa história
pois se farta numa ceia

Sombra torta sob a água ávida
Fantasma no gráfico da piscina
Costas camuflada por pulseira insípida
Ondas, dissipando líquido
ao contato do corpo pálido
sobre o mosaico ilógico
Imagem de um mergulho raso,
ar preso num suspiro rápido
dentro de um quadrilátero
pleno de conteúdo límpido
num quase dia fúlgido
meteorológico.

Do tronco d'árvore:
Uma vista binocular
para fora daquele clube
para fora daquele cubo
para beira da piscina
Mata ciliar:
Uma fita à flora viva
Um feixe de fotossintese
Um facho fotográfico
Uma seiva fac-símile
dissolvido em ponta, caule
e raiz de cabelo (primo iti)
sereia cloro:
Estrias ao biquini preto,
fotolito com raios de miçangas
ao braço direito
a rimar em pensamentos frouxo
e sutiã desrevelado.